sexta-feira, 15 de maio de 2009

PRÉMIO PARA FREI CARDOSO

PRÉMIO NUNES CORREA VERDADES DE FARIA
Nunes Correia Verdades de Faria foi um benemérito da Santa Casa de Misericórdia de Lisboa e outras instituições que deixou um grande legado para criar um prémio que concedesse às três individualidades que mais se destacassem em Portugal, no “ Cuidado e carinho dispensados aos Idosos desprotegidos”, bem como no “Progresso da medicina na sua aplicação às pessoas idosas”, e ainda no “Progresso no tratamento das doenças do coração”.
Sendo assim, na sequência do concurso realizado para o efeito, dos candidatos do Ano 2008, o Júri dos Prémios, decidiu, por unanimidade: Atribuir o prémio na área do Cuidado e Carinho Dispensado aos Idosos desprotegidos a Frei José de Jesus Cardoso, da Ordem dos Frades Menores da Província Portuguesa da Ordem Franciscana, que cedo iniciou uma grande obra de solidariedade desenvolvida na Enfermaria Provincial da Luz em Lisboa, cuidando de irmãos idosos e doentes, demostrando grande generosidade e dedicação nos momentos mais difíceis , junto dos que mais sofrem.
É um exemplo de uma vida que sempre num espírito de grande simplicidade e muita alegria, realiza o ideal e mandato de São Francisco de Assis de que “ os irmãos enfermos devem ser os primeiros de todos os Irmãos”.
A atribuição deste Prémio é a homenagem prestada ao mérito do trabalho, estilo e empenhamento, que Frei José de Jesus Cardoso tem dedicado toda a sua vida ao serviço dos irmãos na Enfermaria da Luz, dando uma atenção especial aos mais sós .
O prémio foi-lhe entregue em cerimónia na Residência do Fundador de Nunes Correa Verdades de Faria em Sessão Solene, perante o Júri presidido pelo Senhor Presidente da Santa Casa de Mesiricórdia de Lisboa no passado dia 14 de Maio de 2009.

sábado, 9 de maio de 2009

Capitulo das Esteiras


Todos estamos convidados a dar graças pelo dom que Deus nos concedeu, e à sua Igreja, chamando os cristãos, por intercessão de Francisco e de seus companheiros, a aceitar na sua totalidade o Evangelho de Jesus Cristo, para uma nova forma de viver.
Este chamamento – a graça das origens – não deixou de ressoar, de ser compreendida, de se expressar com a vida, ao ponto de, oito séculos depois, abarcar uma multidão inumerável de homens e mulheres de todas as condições e estados de vida…
O acontecimento que estamos a celebrar interessa-nos a todos: não o podemos viver cada qual por sua conta. É um convite a entrar, desde já, em acção de graças … e no projecto de Francisco e dos seus irmãos, de «viver segundo o Evangelho de Jesus Cristo», aprovado pelo Papa Inocêncio III em 1209.
À distância de oito séculos, temos a graça de ser herdeiros deste projecto, e o sério compromisso de ser seus continuadores.
Da carta da Conferência da Família Franciscana,como preparação para o VIII Centenário

domingo, 12 de abril de 2009

RESSURREIÇÃO DE CRISTO



VISITA PASCAL

Tradição que está muito enraizada no norte de Portugal embora se vá notando já uma pequena quebra em algumas cidades por falta de incentivo do clero.
Na minha freguesia há Visita Pascal chamam-lhe “compasso”. De casa em casa vai passando um grupo de pessoas acompanhando, se possível, o pároco da terra e na falta deste por um jovem seminarista vestido com trajes litúrgicos e festivos partindo da respectiva Igreja Paroquial, dirigindo-se com a cruz aos lares cristãos a anunciar a Ressurreição de Jesus Cristo, abençoando as pessoas e as casas. Pelo caminho anunciam a chegada ao toque de uma sineta que como que canta “Aleluia” em sinal de júbilo. Nos caminhos e ruas e nas portas de casa há flores e alecrim. Estralejam foguetes no ar. Entram em cada casa, onde se estabelece um pequeno diálogo celebrativo do momento que se vive e depois dá-se a cruz a beijar aos presentes, começando pelos mais velhos.
Nas aldeias a Páscoa é vivida com alegria, onde não falta as doçarias próprias da época, que variam de lugar para lugar.
A vista pascal faz-se sempre ao domingo e segunda-feira de Páscoa. Também é hábito por estas paragens dar o “folar” ao Pároco que visita as casas. As ofertas são variadas... Mas quase sempre dão dinheiro.
A Páscoa é dia de festa na aldeia e um recuperar de energias para mais um ano cristão.

Fr. José Jesus Cardoso, ofm.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

PÁSCOA DA RESSURREIÇÃO



PÁSCOA DA ESPERANÇA
A Páscoa Cristã celebra a ressurreição de Jesus Cristo. que, segundo a Bíblia, teria ocorrido três dias depois da sua crucifixão. Para entender o significado da Páscoa cristã é necessário recordar que muitas celebrações antigas foram integradas nos acontecimentos relacionados com Cristo. Para os Cristãos, a Páscoa é a Festa das Festas. Não se fica pelas flores e amêndoas. Com a Páscoa vêm energias novas e renovadoras que vão dar sentido à vida, daqueles que a celebram com fé e permanecem unidos a todos os crentes que a celebram com esperança.
Jesus Cristo o vencedor da morte é a figura central na história da humanidade. A Páscoa é “passagem da morte à vida”. Só o amor é capaz de a realizar em todas as circunstâncias. O amor de Deus grande em misericórdia dá-nos o Seu Filho. Jesus Cristo vem carregado de esperança para ajudar a humanidade. Nesta certeza podem os cristãos saborear a alegria e a paz que no Aleluia pascal se manifesta, Cristo Ressuscitado é a luz da Igreja. Sem esta luz a vida cristã não tem vida. Acontecimento único com sentido que a todos permite gozar e cantar, porque Jesus morreu numa cruz e que ressuscitou por causa de nós. Por isso, Ele é para nós a razão da nossa existência, o centro da nossa vida.

Fr. José de Jesus Cardoso, ofm.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

MOLEDO DA PENAJÓIA

O Lugar do Moledo, rico de tradições e muito conhecido pela Barca! Rio e paisagem entram na nossa alma como sentimento e principalmente de quem deixou esta terra há muito tempo.
A vida do Moledo é feita de pequenos nadas, mas a todos encanta com o que dela ainda resta das suas tradições. A capela da Senhora D’ Ajuda, com o seu brasão real, os homens ilustres que lá nasceram e outros menos ilustres, mas que se tornaram figuras típicas e ainda hoje recordadas pelos mais velhos.
O Moledo é o coração da zona ribeirinha. História não lhe falta. Hoje um povo que diminui em população, poucas crianças pouca juventude e alguns idosos.
Tarde chegou a estrada que atravessa, o caminho que o leva a Molães, é muito difícil de subir, uma velha “estrada” de grandes pedras e que foi “caminho de Santiago” para os peregrinos do Sul. A Escola Primária encerrou há mais de vinte e cinco anos e recebia as crianças do Moledo, Cordoeiro, Curvaceira, Lenço, Ribeira e Palheiros, no tempo que por lá passei, isto em 1957.
Por este povo passa o ribeiro que vem de Molães, que nesta altura é difícil encontrar água que chegue ao rio. Alguns melhoramentos públicos, feitos pela Junta de Freguesia. lavadouros, fontanários, caminhos, etc. Noutros tempos teve posto do correio, por este lugar ficar perto da Estação da Rede e da Barca, que o tranportava.Teve mercearia e outros serviços. Hoje estes serviços são feitos pelo comércio ambulante ou o povo têm de se deslocar a Molães, Régua ou Lamego.
Este lindo povo, situado entre a Quinta de Santa Clara e a do Canal, produz boas cerejas e boas uvas de mesa, vendidas pelos proprietários ou por intermediários para os mercados do Porto, Guimarães e Braga.
A estrada veio permitir melhores construções habitacionais e desenvolvimento destas gentes ribeirinhas.
Se alguém quiser conhecer a antiga técnica de argamassa vá ao Moledo e peça aos proprietários da “ Albergaria” para visitar o interior descobrirá palha espalhada pelo barro ou em tranças, que se aguentou séculos até aos nossos dias e poderemos ver como se faziam as casas. É de admirar!
O que se não pode mostrar é a “Barca por Deus” ultimamente a Barca já não era “ por Deus”, mas por dinheiro e pertencia à Câmara, tendo deixado de existir por causa da subida das barragens.
Moledo é ainda hoje um lugar de beleza e onde se pode respirar ar puro.

Frei José de Jesus Cardoso, ofm.
Lx.09/04/2009.

sábado, 4 de abril de 2009

800 ANOS DA APROVAÇÃO DA REGRA DA ORDEM DOS FRADES MENORES




Celebrar 800 anos OFM

O Presidente da República, Prof. Aníbal Cavaco Silva, recebeu, na manhã do passado dia 30 de Março, o Ministro Geral e o Provincial da Ordem dos Frades Menores em Portugal, para além de outros membros da Ordem Franciscana.
Este encontro na Presidência da República teve como propósito manifestar o sentimento de gratidão dos Franciscanos ao povo português, na pessoa do seu Presidente, pelo acolhimento dado ao ideal de São Francisco de Assis desde os inícios da sua Ordem. De facto, os franciscanos estabeleceram-se em Portugal em 1217, cumprindo determinação do Capítulo Geral desse ano que os enviara em missão para fora da Itália. Nesse mesmo ano erigiram os conventos/eremitérios de Alenquer, Guimarães e Lisboa. A história gravou o nome de dois destes pioneiros: Frei Zacarias de Roma, em Alenquer, e Frei Gualter que o povo celebra ainda em Guimarães.
O Ministro Geral da Ordem dos Frades Menores, Frei José Rodríguez Carballo, esteve em Portugal de 30 a 31 de Março, nas celebrações dos 800 anos da aprovação da Regra de São Francisco de Assis e da fundação da Ordem dos Frades Menores.
Esta visita situou-se no cerne do movimento celebrativo pelo qual, «em espírito de ‘Graça das Origens’ e do chamamento do ‘Espírito de Assis’, somos convidados a valorizar e difundir a actualidade e perene vitalidade da vocação franciscana» – sublinhou o Ministro Provincial dos Franciscanos em Portugal, Frei Vítor José Melícias Lopes.

sábado, 14 de março de 2009

ECOLOGIA E PROGRESSO

JUSTIÇA, PAZ, PROGRESSO E ECOLGIA
Muitas pessoas têm um conceito romântico e simples de Ecologia, sem compreenderem o verdadeiro sentido de como o Planeta Terra está a ser afectado pelo progresso.
Na difusão da mensagem de espírito de São Francisco de Assis, mensagem de Paz e Bem, consideramos que o objectivo principal é proteger a mãe natureza.
O Mundo enfrenta, hoje, um conjunto de problemas que põem em perigo a sobrevivência da Humanidade. Estamos perante uma crise mundial.
Nesses problemas podemos agrupar a Paz, a Justiça e o meio Ambiente. Cada vez se torna mais urgente a sua interrelação.

NA JUSTIÇA

Muitos milhões de seres humanos não podem satisfazer, na actualidade, as necessidades elementares da vida de milhões de vítimas da violência da guerra. Muitos seres humanos morrem por falta de compreensão dos políticos e por falta de alimentos.
O carácter da vida está ameaçado em todo o mundo. Muitas nações pobres não podem oferecer aos seus cidadãos os alimentos necessários à sua sobrevivência. Cada vez há mais injustiças económicas, mesmo nos países mais ricos. Os direitos humanos são cada vez mais violados, não falando dos direitos económicos, sociais, culturais, religiosos civis e políticos.
As nações não podem, por elas mesmas, superar os problemas da justiça e da pobreza. É necessária uma nova ordem internacional, em que os direitos humanos sejam reconhecidos e se estabeleça a justiça para todos.

A PAZ

Muitas guerras têm causado imensas perdas de vidas humanas. Os arsenais de armas são uma ameaça contínua à paz e à solidariedade entre os povos. É um risco continuo!..Os gasto que se fazem com o armamento em todo o mundo, consomem muitos recursos, que são precisos para o progresso e protecção do meio ambiente.
Prevenir a paz devia ser uma tarefa dos governos e dos políticos. Há que acabar com as guerras. É de Paz e de Amor pelas criaturas e pela natureza que se deve instaurar uma ordem internacional.

AS AMEAÇAS AO MEIO AMBIENTE

Dizem as ciências e a tecnologia que têm desaparecido do nosso planeta alguns milhares de espécies diferentes de animais e plantas. É evidente que a humanidade te causado danos irreparáveis à Natureza.
Os problemas energéticos são enormes. São necessárias medidas urgentes e coordenadas a nível mundial. A sociedade moderna corre para o caos, se não tiver juízo. A sociedade industrial corre o perigo eminente de se destruir a si mesma. É pena!...


Fr. José Jesus Cardoso, OFM

 
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