domingo, 30 de março de 2008

CONHEÇA PENAJOIA

CORVACEIRA

uma pequena aldeia da Penajóia, situada no declive da encosta da margem esquerda do rio Douro, em frente da estação dos Caminhos-de-ferro das Caldas do Moledo.
De construção simples e rústica, as suas casas dão-lhe um ar arquitectónico belo. Possui uma capela particular, dedicada a Nossa Senhora da Lapa .
Aqui nasceu, na casa da capela, o Padre Doutor Pedro Augusto Ferreira, bacharel formado em Teologia, que foi Abade de Miragaia. No Porto. Filho de José António Ferreira, que foi familiar do santo Oficio e de D. Maria da Purificação Ferreira, abastados lavradores desta povoação. Nasceu em 14 de Fevereiro e fez a instrução primária na Penajóia. Em 1846, entrou para o Seminário de Lamego, onde completou os estudos em 1850, passando depois para Coimbra, onde principiou a Teologia em 1851, acabando por se forma em 1856.Voltando a casa de seus pais, foi ordenado em Lamego pelo Bispo, D. José de Moura Coutinho. Celebrou a primeira Missa na Capela de sua casa da Corvaceira e pouco depois , recebeu do mesmo Prelado a nomeação de examinador pró sinodal e professor de instituições canónicas do Seminário, onde esteve três anos, cabendo-lhe no último a regência da cadeira de História Eclesiástica . No mesmo período, exerceu as funções de Vigário Geral da Diocese.
Em 1861, foi apresentado e colocado na Abadia de Távora, onde permaneceu até 1864. Transferido para a Igreja de Miragaia, aqui exerceu o múnus paroquial trinta e cinco anos. Além de pároco, foi Vogal da Comissão dos Monumentos Nacionais, sócio da Associação dos Arquitectos e Arqueólogos Portugueses e da Sociedade Camoniana. Recebeu o Grau de Cavaleiro da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa. Foi benemérito e autor da conclusão do Dicionário “Portugal Antigo e Moderno”, de Pinho Leal. Escreveu várias monografias e biografias e colaborou em muitos jornais e revistas, deixando para publicar uma obra sobre o religioso franciscano, Frei Manuel da Rainha dos Anjos, intitulada “Vida Trágica”, na qual relata os trabalhos por que passou o dito frade, desde Lisboa até à Turquia.
Mas a sua grande obra literária é a “Tentativa Etimológico -Toponymica”, obra três volumes, que muitos procuram, mas já é difícil de encontrar.
Hoje, a Corvaceira é atravessada por uma estrada camarária, que liga Régua, Lamego e Resende, pela beira rio.

Frei José Jesus Cardoso,ofm.

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