sábado, 19 de julho de 2008

RIBEIRO - PENAJOIA



RIBEIRO – PENAJOIA
Ribeiro é um pequeno lugar da Penajóia. Geograficamente bem situado, um pouco escondido na encosta que vem subindo do rio Douro e de onde se avista uma linda paisagem. Mesmo em frente, fica a Serra do Marão e, mais a baixo, e mais a baixo a freguesia de Cidadelhe, na outra margem do rio. Lugar muito antigo. Não se sabe a origem do seu nome.
As casas deste lugar são típicas, de construção popular, com a excepção de uma ou outra que sofre no seu erguer a doença do “ modernismo “.
As suas gentes vivem particularmente da agricultura, mas há gente na construção civil e empregados, serralharia, etc. É servida por rede eléctrica, mas não tem ainda saneamento básico. Os seus caminhos, feitos de pedra negra, são bastantes irregulares. Eles cortam a povoação, em volta das vinhas, numa beleza aprimorada. Os bardos de cepas já velhas e retorcidas pelos anos dão excelentes uvas e produzem bom vinho. Também aqui não falta os melros, esvoaçando e chilreando as suas alegres melodias.
Aqui viveu, no principio do século passado, António Correia de Magalhães, ilustre professor de latim, que deixou fama à custa de palmatoadas e puxadelas de orelhas. Ensinou muitos discípulos que foram homens importantes não só na freguesia, mas também por outros sítios, mesmo em África e nas Américas.
Numa aldeia tão pequena, os vizinhos tornam-se família, acudindo-se sempre, tanto nas horas amargas como nas felizes. É gente de bons costumes e de boas tradições. Ainda me lembro de ai ter vivido um senhor, de alcunha “Zé Penchorro”. Era o barbeiro deste povo. Fui lá cortar o cabelo algumas vezes, ai por 1952-53. Bom homem ainda me lembra como se fosse hoje. Pelo corte de cabelo pagava o cliente um escudo.
Que vida e que tempo, meu Deus!...
Lembro-me de algumas famílias generosas, que partilhavam um bocado de broa de milho, além das couves para fazer um caldo,. Belas couves, plantadas nas hortas, à beira das casas.
Quando se chega à casa dos cinquenta, a meninice volta a fazer-nos lembrar a nossa infância. E as melhores testemunhas do que escrevo são os homens do Ribeiro que, hoje, têm mais de quarenta e cinco anos.
Frei Jose Jesus Cardoso,ofm.

4 comentários:

Hugo disse...

ola, sou de penajoia e de momento vivo em andorra. sou natural do ribeiro, filho de francisco melo e de maria de jose melo(zeza)!estou bastante agradado com o seu artigo, inclusive, tive o prazer de conhecer esse senhor a quem voce da destaque. o qual faleceu a 22 anos atras.despeço-me com um grande abraço para este meu novo amigo, continue a falar e fazer conhecer esta linda e minha freguesia!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

José de Jesus Cardoso disse...

Hugo, obrigado pelo teu comentário,já lá vão uns meses, continua a espereitar,porque eu embora tenha pouco tempo para me dedicar ao Blogg, vou continuar.
cumprimentos e votos de bem estar.
Fr. Cardoso

Armando Ribeiro disse...

Bom amigo
Dou comigo a reviver os tempos de Penajóia; calcorreei aqueles caminhos tantas e tantas vezes, que não consigo contar. Bem gostava de uma página assim no meu tempo, mas quem imaginava a sua possibilidade. Os Ecos foram o antecedente destas páginas e revê-los é um prazer. Para si e para a sua família, para os meus amigos, olá Hugo, um abraço. P.e Armando

maria jose disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
 
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